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lord usti ©
Samedi 18 février 2006

La lentitud / slowness /lentidão 

 Hay un vínculo secreto entre la lentitud y la memoria, entre la velocidad y el olvido. Evoquemos una situación de lo más trivial: un hombre camina por la calle. De pronto, quiere recordar algo, pero el recuerdo se le escapa. En ese momento, mecánicamente, afloja el paso. Por el contrario, alguien que intenta olvidar un incidente penoso que acaba de ocurrirle acelera el paso sin darse cuenta, como si quisiera alejarse rápido de lo que, en el tiempo, se encuentra aún demasiado cercano para él.
En la matemática existencial, esta experiencia adquiere la forma de dos ecuaciones elementales: el grado de lentitud es directamente proporcional a la intensidad de la memoria; el grado de velocidad es directamente proporcional a la intensidad del olvido.

 

 

  There is a secret bond between slowness and the memory, the speed and the forgetfulness.  Let us evoke a situation of most trivial:  a man walks by the street.  Suddenly, it wants to remember something, but the memory escapes to him.  Then, mechanically, it relaxes the step.  On the contrary, somebody that tries to forget a hard incident that it finishes happening to him, speeds up without realizing, as if it wanted to move away fast of which.  In the mathematical existential, this experience acquires the form of two elementary equations:  the slowness degree is directly proportional to the intensity of the memory; the speed degree is directly proportional to the intensity of the forgetfulness.

 

 

 Il y a un lien secret entre la lenteur et la mémoire, la vitesse et le manque de mémoire.  Évoquons une situation de plus insignifiante : un homme marche dans la rue.  Soudainement, il veut se rappeler quelque chose, mais la mémoire lui échappe.  Puis, mécaniquement, il ralenti le pas.  Au contraire, quelqu'un qui essaye d'oublier un incident douloureux qui vient de lui arriver accélère le pas sans réaliser, comme s’il voulait s’en éloigner.  Dans la mathématique existentielle, cette expérience acquiert la forme de deux équations élémentaires: le degré de lenteur est directement proportionnel à l'intensité de la mémoire;  le degré de vitesse est directement proportionnel à l'intensité du manque de mémoire.

 

 

 Há uma ligação secreta entre a lentidão e a memória, a velocidade e a falta de memoria.  Deixe-nos evocar uma situação do mais trivial:  um homem anda pela rua.  De repente, quer recordar algo, mas a memória escapa-se lhe.  Então, mecanicamente, relaxa o passo.  No contrário, alguém que tenta se esquecer de um incident duro que termina de lhe acontecer, apressa-se  sem darse conta, como se quisesse afastar se rapidamente do que aconteceu, no tempo.  No existential matemático, esta experiência adquire o formulário de duas equações elementares: o grau do lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória;  o grau da velocidade é diretamente proporcional à intensidade da falta de memoria.

[ reflexions ]

Par usti - Publié dans : BOOK Lectures
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Commentaires

O que uma pessoa faz sem sequer se aperceber... A verdade é que a memória é, muitas vezes, traiçoeira. Consequentemente, o resto do corpo reflecte essa «traição»!! Somos assim...
Commentaire n° 1 posté par Márcia le 12/03/2006 à 00h34
Ainda a propósito da memória, diz Vergílio Ferreira, na sua obra Escrever:

«Decerto, se tudo o que passou na memória premanecesse, não nos poderíamos mover. Ocupado todo o espaço por esses móveis, onde o espaço para habitarmos? Mas a memória traz com ela a sua dissolução e essa ténue neblina é o melhor de si. E é isso o que mais se lhe condena. Não bem o recordar, mas sobretudo o evocar. Ou para lá disso, o absoluto disso que pode transluzir numa situação de acaso em que nada nos lembra, como ao ver o mar, a montanha, o espaço de um céu nocturno. Não será essa a que preside às artes? (...) O tempo. A Memória. O sem fim da extensão de nós...»

É só mais uma reflexão...
Commentaire n° 2 posté par Márcia le 12/03/2006 à 00h49
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